sexta-feira, 23 de março de 2012

Gazzelle Sport Chromo 1953

A restauração de uma máquina da década de 50

Em agosto de 2003, um antigo ciclista trouxe esta bicicleta com o intuito de vendê-la. Tratava-se de uma Gazelle Sport Chromo de competição, ou seja, um modelo usado para corridas de estrada.
Achei a bike muito bonita, apesar da sua idade avançada, sendo que o ano de fabricação é 1953. Achei interessante o funcionamento da parte mecânica, câmbio etc. A tecnologia empregada era a mais alta para aquele período e como conseqüência, me apaixonei e comprei a bicicleta.
Decidi restaurá-la exatamente no padrão fábrica, como saiu da loja, ou seja, da revendedora Prosdócimo em 1953, afinal, uma peça clássica das competições deste período não poderia ser tratada de outra forma.
Após desmontar a bicicleta, notei que algumas partes não dariam uma restauração perfeita. Eram os aros, câmbio, o couro do selim etc. O jeito foi optar por “garimpar” estas peças antes de restaurar esta bicicleta.
O câmbio consegui novo e na caixa, da marca Simplex modelo Tour de France, completo, com a catraca de cinco velocidades e a corrente Yelorrex, pois era vendido um conjunto completo com este kit.
Os aros tubulares, um amigo conseguiu um par original, da marca Special, novo e sem uso. O couro do selim foi refeito novamente e as gravações foram feitas a laser, para realmente ficarem perfeitas.
O que chama em muito a atenção nesta bicicleta, é o fato de apesar dela ser francesa e, acima de tudo, uma marca campeã do mundo, ter acessórios, ou seja, peças motrizes italianas como os cubos, pedais e o conjunto central, que é da marca Campagnolo. Tudo isto original de fábrica!
Por fim, começou a restauração: As decalcomanias foram refeitas exatamente como as originais, a pintura foi copiada de uma outra existente aqui em Curitiba.
Para finalizar este serviço que durou “apenas 10 meses”, consegui uma caramanhola em alumínio, nova e sem uso, e uma bomba Radieuse Sport, também nas mesmas condições.
A impressão ao rodar com a bicicleta é bem diferente das speed atuais, pois seu centro de gravidade é mais baixo. O câmbio também é bem diferente, pois as marchas devem ser trocadas lentamente, sem o mínimo esforço no pedal, pois caso contrário, as marchas não entram e engripam.
Na coroa, existe uma alavanca que faz a troca entre elas, sendo que esta funciona perfeitamente e é conhecida pelos ciclistas da antiga pelo nome carinhoso de Made in Dedo!
Hoje a bicicleta roda macia, perfeita e, acima de tudo, com a mesma majestade de 51 anos atrás, quando ainda era “Top de Linha” e o que existia de mais moderno na área do ciclismo de competição.
Realmente, andar com esta bicicleta é uma volta ao passado, ao reduto das antigas competições!
FICHA TÉCNICA:
Gazelle Sport Chromo
Peso: 8,5 quilos
Tubos: Cromo extra ligeiros
Acessórios: Freios Glória Iseran, Selim Ideále, Guidon e canote Ava, Coroa Simplex Stronglight, Câmbio Simplex Tour de France, Caramanhola em alumínio da época, Cubos/pedais/conjunto motriz central Campagnolo, Aros tubulares Special franceses, Corrente Yelorrex francesa, Firma-pé – Lapize Zéfal, originais da década de 50

segunda-feira, 19 de março de 2012

Peugeot revela bike que leva notebook em compartimento do quadro

Diferencial da bike está em não interferir no equilíbrio do ciclista

A Peugeot mostrou o protótipo da DL122, uma bicicleta conceito para uso urbano. O diferencial do modelo da marca francesa é o espaço que ela traz no quadro que acomoda uma maleta para o transporte do notebook. A bike dispõe de um dispositivo que trava a maleta no quadro.
Segundo os projetistas da Peugeot, o lugar é ideal pois não interfere no equilíbrio do ciclista.

sexta-feira, 16 de março de 2012

O câmbio eletrônico para mountain bike feito nos Estados Unidos

Invento já foi testado e está pronto para ser comercializado

Não. Não se trata do novo (e sonhado) lançamento da Shimano. Mas é de verdade e funciona. Trata-se de um sistema de câmbio eletrônico para mountain bikes (2×10) criado a partir de um câmbio Shimano Dura-Ace de uma bike de contrarrelógio. No caso, a bike é da ciclista profissional norte-americana Kristin Armstrong, que parou de correr anos atrás. O marido, Joe Savola, um tipo “Professor Pardal” e sócio de uma empresa que se chama AceCo Sport Group que fabrica o dispositvo anti-Chainsuck da K-Edge, fez a adaptação com sucesso para um mountain bike hard tail de carbono Niner Air 9.
Nascia assim o Ki2, o câmbio eletrônico para mountain bikes.
Com a ajuda de um engenheiro mecânico, Savola fez todas as adaptações necessárias para que o sistema funcionasse na mountain bike, usando como base o sistema original do Dura-Ace Di2, peças do XTR e outras que foram feitas sob medida para o Ki2. O cage das roldanas, por exemplo, precisou ser retrabalhado para poder receber um cassete de até 36 dentes.
Os trocadores, com dois botões em cada lado, ficam localizados no guidão – parecidos com o MathMaker da SRAM – e foram desenvolvidos por Savola e seu fantastic team.
Vários protótipos já foram construídos e a empresa já se prepara para começar a comercializar kits do produto. O preço ainda não foi definido.