terça-feira, 10 de abril de 2012

Volta Ciclística de Fortaleza:



Premiação histórica promete agitar a cidade

Dia 29 de abril de 2012, promete ser um marco no ciclismo cearense.
A Federação de Ciclismo do Estado do Ceará (FECEC), Escolinha de Ciclismo do Estado do Ceará (ECEC), Secretaria do Esporte do Estado (SESPORTE) e Serviço Social do Comércio (SESC) realizarão a Volta Ciclística de Fortaleza, que neste ano irá para a sua 8ª edição.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

ProShock apresenta a MTB Venta


Modelo foi desenvolvido em parceria com a Shimano e chega ao mercado 

A ProShock apresenta a Venta, a bicicleta da marca que é famosa no Brasil pelas suspensões fabricadas em São José dos Campos, no interior paulista. A Venta foi apresentada oficialmente à imprensa e ao mercado na abertura da Copa Internacional de Mountain Bike, no dia 25 de março, em Araxá (MG).
Desenvolvida em parceria com a Shimano Latin America, a nova bike traz uma configuração de componentes que permita encarar tanto trilhas quanto pedaladas na cidade.
O quadro é de alumínio liga 6061-T6 de tripla espessura. O câmbio traseiro é um Shimano Deore XT Shadow com relação Dyna-Sys com 30 velocidades. A suspensão, naturalmente, é uma Proshock modelo Ultra XC TSI, com curso de 100mm e trava no guidão. Os freios são a disco hidráulicos da Shimano e as rodas são Shimano modelo MT15.
Antes de chegar ao mercado, a ProShock Venta 2012 passou por uma longa bateria de testes, tanto de campo como em laboratório.

Professor explica a importância do alicerce do treinamento


Professor Marcelo Hendel explica o período conhecido como “alicerce de um treinamento”.

O período de base é o momento quando o corpo fará as primeiras adaptações necessárias para agüentar as cargas de treinamento do período de competição por isso não devemos submeter o nosso organismo a uma sobrecarga muito alta, uma vez que ele ainda não está condicionado para tal.
A sobrecarga pode ser baseada tanto pelo volume quanto pela intensidade portanto no período de base devemos optar pelo volume já que o organismo responderá melhor pois a intensidade dos exercícios é relativamente baixa e conseguiremos realizá-los sem grandes problemas.

Foto ilustrativa
As principais adaptações ocorridas no período de base são as seguintes:
1) Aumento no número de hemácias no sangue;
2) Aumento da capilarização dos músculos;
3) Aprimoramento do gesto técnico.
1) O aumento do número de hemácias: o exercício prolongado é um estímulo para que isso ocorra, se você realizar um hemograma num atleta e comparar com um indivíduo sedentário com certeza o atleta terá muito mais hemácias do que o indivíduo comum, esse aumento proporcionará um sangue mais oxigenado para o músculo.
Explicando: As hemácias são as estruturas do sangue responsáveis pelo transporte do oxigênio para os tecidos com o aumento delas conseqüentemente o oxigênio chegará com mais facilidade no músculo.


2) Aumento da capilarização dos músculos: o exercício também é um estímulo para que se aumente a rede vascular dos músculos, ou seja o fluxo sanguíneo intenso provoca um aumento no número de capilares nos musculares aumentando assim o número de caminhos para que o sangue chegue no músculo, chegando mais sangue logo chegará mais oxigênio, o que é importante para o exercício já que o metabolismo aeróbio é o mais econômico para o organismo.
Explicando: Imaginemos um cinema, se tivermos uma rua apenas para chegar até ele, na hora da sessão haverá um congestionamento no transito e as pessoas não conseguirão chegar a tempo de assistir ao filme todo certo? Pois é, o exercício faz com que se aumente o número de ruas para se chegar até o cinema e um maior número de pessoas assistam o filme todo ou seja, aumenta os caminhos para que o sangue chegue mais efetivamente durante o exercício e conseqüentemente aumentando a oxigenação do músculo.
3) Aprimoramento do gesto técnico: muitos atletas não dão a devida importância ao gesto técnico bem executado, um atleta que tem uma técnica de movimento boa economiza energia pois quando não se tem uma técnica correta utiliza-se músculos acessórios aumentando assim o gasto energético.
Quando um movimento é bem executado são utilizados somente os músculos responsáveis por determinado movimento, ou seja, as articulações trabalham no seu eixo correto de movimento minimizando a ação de outros músculos que ajudam a estabilizar um movimento “incorreto” o que resulta em economia de movimento e conseqüentemente aumento de rendimento.
Explicando: O aprimoramento da técnica é importante para que o organismo organize os estímulos nervosos das vias motoras de modo a “educar” todos os músculos que serão utilizados para o gesto desejado, melhorando a sua resposta durante a ação.
Bom pessoal, acredito que esse texto possa dar uma clareada nas idéias quando vocês forem organizar a próxima temporada, já que uma boa base pode ser a chave do sucesso para uma boa temporada.

Regulagem da folga dos cubos das rodas


Saiba como manter os cubos em dia e sem folgas

As folgas aparecem devido ao desgaste natural de alguns componentes depois de algum tempo de uso. Os componentes que apresentam maior desgaste são nas partes que giram (os rolamentos) como nos cubos de roda, na caixa de direção, nos pedais e no movimento central. O ciclista deve estar atento, examinando e retirando estas folgas para evitar que estes componentes se danifiquem ainda mais. O procedimento de aperto é simples e vale a pena investir e adquirir as chaves necessárias para eliminar estas folgas.
Cubo das rodas
Para checar a folga do cubo, segure a bicicleta com uma das mãos, enquanto que com a outra você balança a roda, bem devagar, à procura de algum “jogo”, alguma folga.
Gire a roda de 60º em 60º, procurando por folgas. A roda deve rodar justa e sem folgas no cubo. A presença, ainda que mínima, de alguma folga é sinal que o cubo necessita de ajuste.
Atenção: Se o cubo apresenta folga em apenas um ponto de verificação, é sinal de problemas e deve ser levado a uma oficina especializada para inspeção. Uma folga uniforme é um bom sinal e para ajustar você precisa de: chave para cubos de 13, 15 e 17 mm.
  • Retire a roda da bike, em seguida retire a blocagem (apenas solte a porca e puxe fora o quick-release);
  • Coloque a roda em uma mesa ou bancada. Nas mountain bike existe uma proteção de borracha, retire-a com as mãos;
  • Com a chave 15 segure o cone e com a 17 segure a contraporca. Gire no sentido anti-horário a chave 17 e solte a contraporca;
  • Em seguida aperte levemente o cone com a chave 15 para eliminar a folga;
  • Aperte a contraporca com a chave 17, enquanto segura o cone com a chave 15.
Atenção: Excesso de aperto pode danificar todo o conjunto do cubo. O aperto deve ser o suficiente para eliminar a folga. Após o aperto verifique se o cubo roda livremente, se ficou muito apertado, repita toda a operação e solte um pouco o cone.
Obs.: O mesmo procedimento se aplica para a roda dianteira, com a diferença que a medida da chave usada no cone é 13mm.
Dica:
  • Gire lentamente o eixo e sinta se há alguma rugosidade ou imperfeição. Se houver, é sinal que pode haver sujeira dentro dos cubos, os cones podem estar danificados;
  • A cada 6 meses os cubos devem ser abertos para uma revisão e troca de graxa. No caso das mountain bikes que sempre andam em trilhas esse período deve ser de 3-4 meses. Leve sua bike a uma oficina especializada para a execução do serviço. Após uma longa pedalada sob chuva forte ou submersão dos cubos durante travessias de rios, é importante levar a bike para uma revisão onde será trocada a graxa dos cubos, pois a água repele a graxa e neutraliza as suas propriedades de lubrificante;
  • A graxa da marca Finish Line é muito boa, mas mesmo assim, também deve ser trocada após contato prolongado com a água;
  • Para tirar folga de rodas com rolamento (por exemplo a Cross Max e a Cosmic), é necessário uma chave especial fornecida pelo fabricante das rodas. O processo de ajuste é mais fácil e não precisa tirar a roda da bike. Simplesmente aperte com a chave no sentido horário.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Caros clientes,

Informamos que nesse sábado, 07/04 às 22:00 horas (horário de SP), vai ao ar o Programa SporTV Repórter que abordará o tema bicicletas. Nesta edição teremos a participação do Presidente da Caloi, Eduardo Musa, contando um pouco mais sobre o mercado brasileiro de bicicletas.

Não deixe de assistir!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

PASSEIO DE SEXTA 06/03/2012 BARRAGEM DA FARINHA.

Obs: Com direito a banho na barragem.
Destino: _______Trilha .
Distancia: _____60 km.
Saída as: ______ 05:30Hs.
Nível: _________Intermediário/Alto.
Data: _________ 06/04/2012.
Concentração: __ Igrja São Vicente.


O QUE USAR:
  • CAPACETE.
  • LUVAS.
  • TÊNIS OU SAPATILHAS.
  • LUZES TRÁS E FRENTE.
  • VESTES DE CICLISTA.
O QUE LEVAR:
  • KIT DE REMENDO.
  • CAMARÁ DE AR RESERVA.
  • BOMBA P/ ENCHER PNEU.
  • ÁGUA.
  • BARRA DE CEREAIS.

Novos modelos de rodas VZAN na Pedal peças.

RODAS VZAN EVEREST MGC

domingo, 1 de abril de 2012

4Frame Protection: Proteja bem o seu quadro

Adesivos garantem a proteção do quadro em pontos vulneráveis a riscos

Quem nunca teve a infeliz experiência de ter o quadro da bike marcado ou riscado?
Já está disponível no mercado brasileiro os protetores de quadro 4Frame Adhesive Protection. O produto consiste em adesivos de PVC Cristal para serem aplicados em pontos estratégicos da bike para proteger o quadro de riscos e outras avarias que podem danificar de forma irreversível o componente.
4Frame
A ideia foi trazida ao Brasil pelo empresário campineiro Rodrigo Ambrozini, que atua no segmento de adesivos à frente da SPL Digital, empresa amiga do ciclista com sede em Campinas (SP), que atua na área de sinalização, envelopamento de veículos, confecção de banners e etiquetas etc.
A SPL digital há muitos anos mantém parcerias com os principais organizadores de eventos no interior paulista, como o Endurance Bike e o Desafio Campinas, e também com as lojas Bike Fan, Vélo Tech, SBike e também com a primeira Concept Store Specialized do Brasil, a Elite Bike, todas em Campinas.
Os protetores 4Frame são transparentes e discretos e podem ser utilizados em bikes de ciclismo, mountain bike, triathlon, lazer, downhill e BMX.
O PRODUTO
Ambrozini começou a pedalar em 1993 juntamente com Renato Ruiz, que mais tarde iria conquistar dois títulos nacionais no ciclismo.
Fã de bikes de última geração e de baixo peso e competidor assíduo de mountain bike, Ambrozini identificou a necessidade de um produto que protegesse as partes da bicicleta que riscavam em decorrência do uso, pelo atrito dos cabos com o quadro, ou pelo contato das sapatilhas com os stays e com os braços do pedivela, entre outros tantos pontos suscetíveis.
Seja de cromoly, titânio, alumínio ou fibra de carbono, o quadro é o principal componente de qualquer bicicleta. A aplicação de adesivos nos lugares certos conserva a integridade do quadro e valoriza o produto na hora da venda.
“Além de proteger dos danos estéticos, o objetivo de nosso produto é proteger também o patrimônio do ciclista. Uma cartela com 28 adesivos custa entre R$ 15 e R$ 18 e é mais que suficiente para proteger todos os pontos do quadro”, conta Ambrozini.
No pelotão de ciclistas profissionais o produto é utilizado nas bikes dos ciclistas Otávio Bulgarelli e de Renato Ruiz.
Ambrozini explica que o uso dos protetores 4Frame é fundamental nos quadros de carbono, pois o verniz de acabamento protege a integridade das fibras. Se o verniz sofrer alguma avaria – por atrito dos cabos por exemplo – o quadro ficará vulnerável à ação da água e de agentes químicos e pode acabar ”, explica Ambrozini.
Os protetores 4Frame Adhesive Protection são feitos com uma película de PVC Cristal de alta durabilidade e com elevada resistência a abrasão e ao ressecamento. A cola utilizada também é especial, e resiste ao sol e ao contato com a água.
“Existe muita gente que utiliza o papel contact para essa função, mas ele é um produto de papelaria, não resiste a água e nem a abrasão e logo estraga”, esclarece.
4FramePONTOS ESTRATÉGICOS
O 4Frame Adhesive Protection pode ser usado em todos os tipos de bicicleta, seja de ciclismo, triathlon, mountain bike, cicloturismo e lazer, downhill e BMX.
Os adesivos são transparentes e discretos e vêm em vários formatos para que possam ser aplicados em qualquer cantinho do quadro onde exista ponto de contato.
Um folheto explicativo traz sugestões das áreas a serem protegidas como locais onde os cabos tocam o quadro, o braço do pedivela, os stays etc. Em geral uma bicicleta tem entre 15 e 20 pontos que exigem proteção.
“É muito comum a tampa da caramanhola raspar no quadro e, se não for percebido a tempo, pode até furar o carbono. Um amigo correu uma prova com sete etapas na Bahia perdeu um quadro Scott Scale de carbono dessa forma”, conta Ambrozini.
O 4Frame Adhesive Protetion é comercializado em cartelas com 28 adesivos com preços entre R$ 15 e R$ 18 para o consumidor. Para lojistas, o produto é vendido em lotes com 20 cartelas.
SERVIÇO
4Frame Adhesive Protection
4frame@hotmail.com.br
Campinas, SP

sexta-feira, 30 de março de 2012

A Bicicleta

A bicicleta (também chamada de bike ou "magrela", no Brasil) é um veículo com duas rodas presas a um quadro, movido pelo esforço do próprio usuário (ciclista) através de pedais. Foi inventada no século XIX na Europa. Com cerca de um bilhão de unidades em todo o mundo, a bicicleta é usada tanto como meio de transporte no ciclismo utilitário, como objeto de lazer no cicloturismo e para competições desportivas de ciclismo.
A bicicleta afetou consideravelmente a História tanto no campo industrial como no cultural. No início, a bicicleta inspirou-se em tecnologias pré-existentes. Hoje, no entanto, tem contribuído para outras áreas. Além de lazer e transporte, as bicicletas estão sendo adaptadas para outras utilizações, na área militar e em esportes.
A bicicleta também é bastante utilizada como meio de transporte no dia-a-dia, por ser um transporte barato, ecológico e saudável.

História da Bicicleta

Falar a respeito da matéria da história da bicicleta é um tanto complexo, pois há vários estudos, muitas cópias e poucas definições razoáveis que podem ser aproveitadas. Entre os diversos que se relacionam com o assunto pode-se citar um estudo interessante que explica a sua de forma clara e resumida.
A história da bicicleta começa de fato com a criação de um brinquedo, o "celerífero", realizado pelo Conde de Sivrac.
Segundo alguns historiadores e o que nos mostram alguns ensaios fotográficos, há um estudo muito bem feito, idealizado por Leonardo da Vinci e registrado em um código guardado no museu de Madrid, resultante de pesquisas feitas pelo professor Piccus, da Universidade de Massachusetts, nos EUA, que nos mostra, através de esboços, um sistema de transmissão por corrente, mecanismo físico principal que aciona as atuais e modernas bicicletas idealizado por Da Vinci. Apesar de que tais desenhos na realidade mostrem um sistema de transmissão bem básico, muitos historiadores consideram-nos o primórdio da indústria da bicicleta no mundo.
No período compreendido entre os séculos XV e XVI, foram desenvolvidos diversos veículos de duas e quatro rodas acionados por mecanismo composto de corrente, alavanca e outros dispositivos os quais por vezes traziam problemas ao seu usuário, pois frequentemente levavam a tombos sérios ou mesmo causando danos às roupas. Tais dispositivos eram cômicos, outros não seguiam os princípios básicos da física e a grande maioria deles era na realidade uma imitação um tanto extravagante de um mecanismo já existente, com raríssimas exceções.
Entretanto, a bicicleta teve seu nome inserido na história por volta do início de 1790, quando o conde Sivrac da França idealiza o celerífer, posteriormente denominado de celerífero, que era um veículo primitivo de duas rodas ligadas por uma ponte de madeira em forma de cavalo e acionado por impulso alternado dos pés sobre o chão, ou seja, na forma de solavancos. Curiosamente, apesar do incômodo e desconforto esse tipo de transporte era útil na época, para pequenas distâncias.
Por volta de 1816 o barão alemão Karl Friedrich Christian Ludwig Drais von Sauerbronn adaptou uma direção ao celerífero que passou a ser denominada de guidão. Junto com o primeiro guidão apareceu a draisiana, umas das primeiras bicicletas. Apesar desse novo equipamento, ainda assim era bastante incômodo e desconfortável manusear a draisiana.
Em abril de 1818, o próprio Barão Drais apresenta seu invento no parque de Luxemburgo, em Paris, e meses mais tarde faz o trajeto Beaune - Dijon, na França. Esse invento é mais parecido com a atual bicicleta, porém de forma dinâmica bem diferente e de material mais pesado, pois era feita com uma liga de antimônio, metal bem pesado.
Em 1840, o escocês Kirkpatrick Macmillan adapta ao eixo traseiro duas bielas ligadas por uma barra de ferro. Isto provocou o avanço da roda traseira, dando-lhe maior estabilidade e possibilidade de manuseio e manejo rápido. Com esse mecanismo a bicicleta ficou mais segura e estável, pois nas curvas evitava o antigo jogo do corpo para o lado oposto ao movimento a fim de manter estável o equilíbrio, já que o equipamento em si era bastante pesado.
No ano de 1855 o francês Ernest Michaux inventa o pedal, que foi instalado num veículo de duas rodas traseiras e uma dianteira. Os pedais eram ligados à roda dianteira, e o invento ficou conhecido como velocípede, palavra oriunda do latim velocidade + pé ou velocidade movida a pé. Alguns consideram-no a primeira bicicleta moderna, e na verdade ficou sendo chamado de triciclo posteriormente.
A prefeitura de Paris criou, em 1862, caminhos especiais nos parques para os velocípedes para não se misturarem com as charretes e carroças, dando assim origem às primeiras ciclovias, pois era comum alguns acidentes, rotineiramente os animais das charretes e carroças assustavam-se, causando sustos e ferimentos aos condutores. No mesmo ano, Pierre Lallement viu alguém andando com uma draisiana e teve a ideia de construir seu próprio veículo, mas com a adaptação de uma transmissão englobando um mecanismo de pedivela giratório e pedais fixados no cubo da roda dianteira. Ele então acabou criando a primeira bicicleta propriamente dita depois que mudou-se para Paris em 1863.

Evolução da Bicicleta

Em 1877 Rousseau apresenta um dispositivo que, por meio de duas correntes, multiplicava o giro da roda dianteira, dando maior velocidade e flexibilidade à bicicleta.
Como medida de aperfeiçoamento e evolução, em 1880 Vicent constrói a primeira bicicleta com transmissão aplicada ao cubo da roda traseira e, no mesmo ano, na Inglaterra, Thomas Humber inventa o quadro de quatro tubos. Com esses dispositivos o conjunto obtém maior estabilidade, principalmente nas descidas e curvas.

Pneus

Inventado em 1887, na Irlanda por John Boyd Dunlop, sua ideia deu tão certo que originou-se umas das mais famosas marcas de pneus do mundo, a Dunlop Tires. Em 1891, o francês André Michelin lança o pneu desmontável e o mesmo francês funda a indústria de pneus Michelin, tão conhecida nos dias atuais na Fórmula 1, um dos grandes concorrentes da Dunlop e Goodyear.

A Bicicleta no Esporte

A primeira corrida de ciclismo documentada foi uma corrida de 1.200 metros ocorrida em 31 de Maio de 1868 no Parque de Saint-Cloud, Paris. A corrida foi vencida pelo inglês expatriado Dr. James Moore que correu em uma bicicleta com pneus maciços de borracha.
A primeira corrida cobrindo a distância entre duas cidades foi Paris-Rouen e também foi vencida por James Moore, que percorreu os 123 quilômetros que separam as cidades em 10 horas e 40 minutos.

Primeira Fábrica

No ano de 1862, Ernest Michaux consegue fabricar 143 unidades em doze meses, sendo considerado o primeiro fabricante oficial de bicicletas ou biciclos. Essa denominação de biciclos caiu em desuso, pois um brinquedo chamado triciclo acabava deixando o usuário confuso quanto aos nomes de tais produtos.
Resultante da ideia de Michaux, em 1875 nasce a primeira fábrica de bicicletas do mundo, a Companhia Michaux, esta começou a fabricar bicicletas em série. As bicicletas sem assento foram essencialmente criadas para freiras e outras pessoas do meio.

A Bicicleta no Brasil

Em 1898, a bicicleta chega ao Brasil vinda da Europa. A partir desta data com sucessivas modificações técnicas e um processo variado de aperfeiçoamento em relação aos materiais empregados e aos vários tipos relacionados esta evoluiu para a atual bicicleta.
Em 1945 devido a dificuldades na importação por causa da II Guerra Mundial a Caloi passou a fabricar peças para bicicleta na cidade de São Paulo. Somente em 1948 as bicicletas começaram a ser fabricadas no Brasil, por essa mesma empresa, e tornaram-se populares. Neste mesmo ano foi fundada a Monark, que também passaria a fabricar bicicletas.

A Bicicleta Hoje

Atualmente, segundo dados da Abraciclo (Associação Brasileira de Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), o Brasil é o 3º maior fabricante de bicicletas do mundo, com 5,5 milhões de unidades produzidas em 2007, atrás a penas da China e da Índia, países que concentram 76% da produção mundial. Além disso, o Brasil foi em 2007 o 5º maior mercado consumidor de bicicletas do mundo, e possuía nesse mesmo ano uma frota de 65 milhões de bicicletas nas ruas.

quinta-feira, 29 de março de 2012

A regulagem ideal

Saiba como colocar sua bike na posição ideal para uma boa pedalada

O perfeito ajuste do ciclista à bicicleta é fundamental para o bom desempenho do conjunto homem/bicicleta, ambos devem estar perfeitamente adaptados.
Não é raro encontrarmos ciclistas de 1,90m pedalando bicicletas que foram projetadas para serem usadas por ciclistas de 1,60m. Ahhh então bicicleta não é tudo a mesma coisa? Claro que não! Bike tem números e tamanhos, sim!
A principal medida a ser escolhida é a do tamanho do quadro.
Altura do selim
Após encontrar o tamanho ideal de quadro, o próximo passo é regular a altura do selim.
O ciclismo é um esporte onde as pernas do atleta fazem o maior trabalho, por esse motivo a medida mais importante de uma bicicleta para o ciclista é a altura do selim.
Um selim muito baixo faz com que o ciclista trabalhe com as pernas encurtadas, que além de não produzirem a força necessária ainda vão sobrecarregar ligamentos, músculos, tendões e cartilagens. Da mesma forma, um selim excessivamente alto faz com que a pedalada não seja 100% eficiente e pode provocar lesões com o passar do tempo.
O ajuste fino da altura de selim é algo bem particular. O que é ideal para uns, pode ser desconfortável para outros.
O técnico de ciclismo francês Cyrille Guimard desenvolveu a seguinte fórmula: altura do cavalo x 0,883, medida em linha reta do centro do eixo do movimento central até a parte alta do centro do selim.
Obs.: Para encontrar o tamanho de seu cavalo: Fique descalço, com as pernas ligeiramente afastadas, e vista sua bermuda de ciclista. Encoste-se em uma parede, faça uma marca com um lápis da altura do seu cavalo na parede e meça a altura com uma fita métrica.
Entretanto, é bem válida a regra que diz que a altura do selim deve ser determinada com o ciclista sentado no selim com os calcanhares apoiados na parte traseira do pedal, a perna deve ficar quase totalmente estendida. Este “quase” é a parte subjetiva do ajuste e cada ciclista deve achar seu ponto ideal na regulagem da altura do selim. Fórmulas podem falhar, suas impressões não!
Em bikes full suspension (com amortecedor também na traseira) a altura do selim deve levar em consideração o fato de que ao sentar-se na bike, a suspensão afunda devido ao peso do piloto. Nesse caso, compense esse afundamento elevando a altura do selim. Em geral algo entre 1 e 2,5 cm, de acordo com o peso do ciclista.
Dicas:
  • A altura do selim pode variar entre o início e o final da temporada em 1 cm ou mais, dependendo da amplitude de trabalho dos músculos;
  • Aumente ou abaixe seu selim de meio em meio centímetro até encontrar a altura ideal, se necessário rode um pouco com a bike;
  • Após encontrar sua altura ideal (e testar por muitos quilômetros), faça uma marca no canote para facilitar o ajuste após revisões, transportes da bike etc;
  • No inverno, com bermudas ou calças mais grossas, desça um pouco a altura do selim;
  • Conforto é fundamental! Encontre a altura que melhor proporcione conforto sem comprometer sua performance e que não cause lesões.
Regulagem do taquinho
Se você usa pedais plataforma – aqueles normais -, desconsidere este tópico.
Após encontrada a altura ideal do selim, o próximo passo é fixar o taquinho nas sapatilhas. A posição mais usual de fixação é aquela que faz a pedalada ser paralela à bicicleta. Alguns ciclistas preferem a posição dos pés levemente abertos para fora ou, ainda, levemente fechados para dentro. O importante é que os taquinhos fiquem fixados no centro da “bola do pé”, para garantir mais apoio na pedalada. Novamente cada ciclista deve achar a posição que lhe confere maior conforto.
Importante: A posição inadequada do taquinho pode gerar dores nos joelhos e na panturrilha. Na dúvida consulte um ciclista ou mecânico experiente para ajudar no ajuste.
Posição do selim
Ciclistas profissionais, em sua maioria, deixam o selim nivelado paralelo ao solo. Alguns preferem a ponta do selim levemente apontando para baixo.
O selim é fixo em dois trilhos e pode ser regulado mais para frente ou para trás. Alguns selins dispõe de uma escala graduada para facilitar este ajuste.
Existe uma técnica especial para se encontrar o ponto ideal do selim: com um prumo de pedreiro (ou mesmo um prumo improvisado com um peso amarrado a uma linha) e os pés encaixados nos pedais – que devem estar paralelos ao solo – posicione a linha junto à rótula (patela). Se a linha passar junto ao eixo do pedal a posição está correta. Se ela passar até meio centímetro para trás ou para frente do eixo do pedal, considere que está ok. Diferenças maiores que um centímetro devem ser corrigidas movendo-se o selim.
Atenção: Após regulada a posição do selim, verifique novamente se a altura do selim ainda está correta para você.
Comprimento da mesa
Não há regras fixas nem fórmulas mágicas para se determinar o tamanho correto da mesa. Há algumas dicas para saber se o comprimento da mesa está adequado ao ciclista:
Nas bikes de speed, com as mãos na parte alta do guidão – na maçaneta dos freios – o ciclista pedalando confortavelmente terá o cubo dianteiro encoberto pelo tubo do guidão.
Com as mãos na parte baixa do guidão – em posição aerodinâmica – os joelhos e cotovelos chegam tocarem-se de leve na passagem das pernas pelo ponto morto superior da pedalada.
O comprimento da mesa é responsável pelo conforto dos braços e da parte superior do corpo do atleta. Uma mesa muito curta vai ocasionar dores nos ombros, uma mesa muito longa vai produzir dores nos braços e formigamento nas mãos. O mercado oferece medidas de mesa que variam entre 90 e 140mm. Substitua a sua caso ache necessário.
Altura da mesa
Varia de acordo com o gosto pessoal, o alongamento da musculatura das costas e o propósito da pedalada. Em geral ciclistas profissionais usam a mesa cerca de 2-3 polegadas mais baixas que a altura do selim.
Para mais conforto use a mesa mais alta e para mais aerodinâmica abaixe a mesa. Faça testes e veja a altura que melhor se adapta a você.
Mesas mais antigas, com parafusos expander podem ter sua altura alterada facilmente.
Largura do guidão
Guidões são fabricados em tamanhos que variam de 38 a 42 cm de largura. Eles devem corresponder a mais ou menos a largura de seus ombros, ou até mesmo um pouco mais largos para o ciclista respirar melhor e ter mais conforto.
Manetes
O principal na hora de ajustar a posição dos manetes é garantir um bom acionamento dos freios. Em uma mountain bike, em geral, o manete ficará posicionado de maneira a seguir o mesmo ângulo dos braços do ciclista.
Nas bikes de ciclismo, a parte baixa do guidão deve estar bem paralela ao solo e as alavancas de freio ficam posicionadas no meio da curva do guidão.
Tamanho do pedivela
Existem diferentes comprimentos de pedivelas no mercado. Quanto mais longo o braço do pedivela mais potência ele produz, em contrapartida, fica mais difícil manter altos giros de pedalada.
Alguns técnicos recomendam as seguintes medidas:
  • Cavalo de até 73,6 cm – pedivela 165 mm
  • Cavalo entre 73,6 e 81 cm – pedivela 170 mm
  • Cavalo entre 81 e 86,3 cm – pedivela 172,5 mm
  • Cavalo com mais de 86,3 cm – pedivela 175 mm
A perfeita regulagem de sua bicicleta é a garantia que você não terá dores durante a pedalada e que você vai aproveitar ao máximo a energia gasta no exercício. Na dúvida consulte um especialista em bike fit.