Motor ganhou mais força (85 Nm) e ficou 300 gramas mais leve e silencioso que o Steps E7000
Gabriel Vargas/Especial para o Bikemagazine Fotos de divulgação
Com cinco anos no mercado de sistemas para e-bikes, a Shimano deu um novo passo na evolução de seus produtos com o lançamento do novo Steps EP8. A novidade é formada por hardware e software, ou seja, novo motor, novos componentes, novo software e atualizações nos aplicativos de configuração e interação com o usuário.
O EP8 é voltado para ampla gama de aplicações, desde o uso urbano e treking até trilhas pesadas no mountain bike extremo, e torna-se a opção topo de linha da Shimano.
Em relação ao motor anterior, Steps E7000, o novo EP8 é mais potente, com torque de 85 Nm (contra 70 do E7000) e também é 300 gramas mais leve, com 2,6 kg. O menor peso foi alcançado graças à nova carcaça de magnésio, que também ajuda a dissipar melhor o calor e permite melhor manutenção da potência em subidas longas.
O EP8 deve chegar ao mercado em setembro
O novo motor também tem design mais integrado e limpo, com 10% menos volume em seu corpo e com maior vão livre em relação ao solo, se comparado ao anterior E7000. Também é um pouco mais silencioso (2 decibéis, segundo a Shimano) e o sistema pode ser ligado mesmo com a bike já em movimento – antes era necessário parar a bike caso o sistema estivesse desativado.
Um avanço significativo divulgado pela Shimano é a capacidade de entregar mais potência com a mesma autonomia. O arrastado do sistema desligado foi reduzido em 36%, alcançado por meio de um melhor revestimento da superfície das engrenagens e da vedação. Isso, além de tornar a pedalada mais leve e natural mesmo com o motor inativo, também contribui significativamente para a autonomia.
O novo motor também tem design mais integrado e limpo, com 10% menos volume
Há também mudanças nos cabos de conexões, no algoritmo de funcionamento do sistema e nos aplicativos E-tube Project e E-tube Ride, utilizados para configurar todas as opções e acertos do funcionamento do motor, que pode ser amplamente personalizado. Os novos apps estarão disponíveis a partir de 1 de setembro.
Assim, a Shimano volta a estar alinhada com alguns de seus principais concorrentes no segmento de sistemas de alto nível para e-bikes, como Fazua, Bosch e Specialized, que já possuem motores mais compactos, leves e de funcionamento mais refinado.
A nova carcaça é feita em magnésio
O novo EP8 utiliza o mesmo padrão de furação dos motores anteriores e, segundo informações, em breve veremos alguns dos principais fabricantes nacionais mostrando novas bikes já equipadas com o sistema.
Lutsenko na vitória solo com 55 segundos de vantagem
Do Bikemagazine Fotos de divulgação/ASO
Alexey Lutsenko (Astana Pro Team) venceu nesta quinta-feira (3 de setembro) a 6ª etapa do Tour de France em uma conquista solo no Mont Aigoual depois de se livrar dos escapados do dia na subida de categoria 1 do Col de la Lusette. O ciclista do Cazaquistão, em sua primeira vitória no Tour, foi perseguido por Jesus Herrada (Cofidis) nos últimos 13 km desde o topo do Lusette, mas Herrada perdeu o ritmo e acabou terminando 55 segundos atrás. Greg Van Avermaet (CCC) foi o 3º, a 2min15s.
“É uma vitória muito importante para mim. O Tour de France é a corrida mais importante do mundo e trabalhei muito para conseguir essa vitória. Estou muito feliz que tenha se concretizado e que o trabalho árduo valeu a pena”, disse Lutsenko. “Hoje no ônibus falamos sobre essa etapa, sabíamos que era uma etapa que poderíamos tentar vencer. Alexandre Vinokourov havia avisado sobre o trecho de 2 quilômetros, que seria a parte mais difícil, e dei meu máximo ali. Quando soube que Herrada estava a 25 segundos fiquei um pouco preocupado, mas sabia que, se desse tudo, poderia vencer”, completou.
Lutsenko no grupo que atacou no Col de la Lusette
O vencedor da etapa Lutsenko e Herrada, mais Van Avermaet, Nicolas Roche (Sunweb), Rémi Cavagna (Deceuninck-QuickStep), Neilson Powless (EF Pro Cycling), Edvald Boasson Hagen (NTT) e Daniel Oss (Bora -Hansgrohe) estavam no grupo escapado. Van Avermaet passou grande parte do dia na liderança geral virtual, mas a vantagem da fuga começou a diminuir quando a corrida atingiu o terreno mais acidentado de Cévennes e a equipe Ineos assumiu a liderança do pelotão.
A corrida ficou mais disputada a partir do Col de la Lusette, onde a equipe Ineos mantinha um ritmo acelerado. Powless e Lutsenko mostraram que estavam fortes conforme a inclinação aumentava. O vencedor atingiu o topo do Lusette com uma vantagem de 25 segundos sobre Herrada, que tinha ultrapassado Powless.
No percurso da 6ª etapa
Adam Yates manteve a camisa amarela
Não houve mudanças na classificação geral depois que os favoritos chegaram juntos. Adam Yates (Mitchelton-Scott) manteve a camisa amarela, com 3 segundos de vantagem sobre Primoz Roglic (Jumbo-Visma) e 7 segundos à frente de Tadej Pogacar (UAE Emirates). “Rodamos bem hoje. Ainda quero vencer uma etapa, vim aqui para fazer isso, mas não se pode perder tempo quando você está na liderança. Vamos ver o que acontece”, disse Yates.
Na classificação por pontos, Sam Bennett (Deceuninck-QuickStep) aumentou sua vantagem com a camisa verde, Benoit Cosnefroy (AG2R La Mondiale) manteve a liderança da classificação de montanha e Pogacar segue líder da classificação de melhor jovem.
TOP 10 DA ETAPA 6 1 Alexey Lutsenko (Caz) Astana Pro Team 4:32:34 2 Jesus Herrada (Esp) Cofidis 0:00:55 3 Greg Van Avermaet (Bel) CCC Team 0:02:15 4 Neilson Powless (EUA) EF Pro Cycling 0:02:17 5 Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-Quickstep 0:02:52 6 Bauke Mollema (Hol) Trek-Segafredo 0:02:53 7 Michal Kwiatkowski (Pol) Ineos Grenadiers m.t. 8 Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers m.t. 9 Richard Carapaz (Ecu) Ineos Grenadiers m.t. 10 Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott m.t.
TOP 10 DA CLASSIFICAÇÃO GERAL 1 Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott 27:03:57 2 Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma 0:00:03 3 Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates 0:00:07 4 Martin Guillaume (Fra) Cofidis 0:00:09 5 Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers 0:00:13 6 Tom Dumoulin (Hol) Team Jumbo-Visma m.t. 7 Esteban Chaves (Col) Mitchelton-Scott m.t. 8 Nairo Quintana (Col) Team Arkea-Samsic m.t. 9 Romain Bardet (Fra) AG2R la Mondiale m.t. 10 Miguel Angel Lopez Moreno (Col) Astana Pro Team m.t.
Por Caitlin Giddings, Bicycling US - Adaptado por Fernanda Rosa
Há muitas razões para alguém deixar a bicicleta para fora. O ideal é que todos tenham espaço interno para guardar a magrela em um ambiente fechado, longe das intempéries. Mas todo mundo sabe como escadas de apartamentos são duras, e volta e meia dá uma vontade de largar a bike lá fora mesmo.
Por quanto tempo você pode deixar uma bicicleta para fora antes que seus componentes comecem a se degradar? Isso depende de vários fatores, diz Daniel Slusser, que trabalha na fábrica de SRAM.
Em primeiro lugar, quantos anos têm a bicicleta? Uma bicicleta seminova – que tenha entre 5 a 10 anos – tem mais chances de possuir melhores vedações nos cubos, caixa de direção e em outros componentes que bloqueiam a corrosão pela umidade. Principalmente se a bicicleta for de alta qualidade.
Também depende de onde você mora. As bicicletas que ficam em locais com muita chuva ou umidade têm maior probabilidade de corroer mais rapidamente (verdade, né, cariocas?).
Daniel diz que deixar a bicicleta para fora por alguns dias não é o fim do mundo, mesmo que seja embaixo de chuva. Mas, depois de uma semana, os danos vão começar a aparecer.
“A corrente começará a enferrujar – especialmente se você mora em um lugar úmido”, diz Daniel. “É um processo lento e varia um pouco com base no nível da corrente que você usa.
Logo depois disso, todas as suas peças tendem a se degradar.
Quando exposta ao calor os danos são outros. Os componentes de plástico e borracha começarão a ressecar e apresentar pequenas rachaduras. Além disso, as cores passam a desbotar.
A linha do tempo dos danos depende se sua bicicleta está sob luz solar direta ou umidade direta. Na pior das hipóteses, pode levar cerca de um mês para que toda a corrosão seja eliminada.
Em um lugar como o sul da Califórnia, onde o tempo é quase sempre firme, você pode levar de três a quatro meses para começar a ver partes danificadas em uma bicicleta protegida do sol e da chuva. Isso se você tiver componentes de nível intermediário na bike.
Dito isto, podemos dizer que há como prevenir danos apenas até certo ponto. Ter uma lona sobre sua bicicleta quando ela estiver do lado de fora pode pelo menos protegê-la da chuva e do sol.
“Se eu decidisse utilizar uma lona, não a colocaria diretamente na bicicleta, pois pode ajudar a reter a umidade”, diz Daniel. “Se a lona fosse suspensa acima dela, como um toldo, seria melhor.”
Você também pode atrasar a corrosão com uma pequena camada extra de graxa ao redor das vedações. Ela pode atuar como uma segunda barreira para impedir a entrada de água.
“Tente lubrificar preventivamente seus cabos e cabeças de parafusos – mesmo as roscas dos parafusos onde eles interagem com outras peças”, diz Daniel. “Você pode colocar graxa nelas e isso impedirá que elas enferrujem.”
Depois que a ferrugem se instala, ainda dá tempo de ressuscitar suas peças se você agir com rapidez.
“Na maioria das vezes, a ferrugem não é tão ruim, e você geralmente pode cuidar disso colocando um pouco de óleo”, explica Daniel. “Eu não me incomodo em raspar a ferrugem. Se você tem uma bike cruiser de praia com pára-lamas de cromo enferrujado, um truque que você pode fazer é pegar uma folha de alumínio embolada e esfregar nela, e isso ajudará a remover a ferrugem. Use papel alumínio fino, não o material super pesado. ”
Conclusão
Deixar a bicicleta para fora por um dia ou dois não causará grandes danos. Você só vai ver sinais de ferrugem após uma semana de negligência. Depois de um mês deixada em más condições, as amadas peças da bicicleta começarão a se degradar.
O dinheiro que você irá gastar na substituição de peças corroídas poderia ter sido gasto em uma solução de armazenamento fácil, como um rack para espaço pequeno ou um sistema de suspensão vertical.
Se não tiver mesmo onde guardar, faça um “telhado” de lona para abrigar sua magrela e evitar a deterioração.
Por Dan Roe, Bicycling US - Adaptado por Fernanda Rosa
Produtos piratas de bike podem ser encontrados em muitos sites, aqui e lá fora. E, mesmo lutando contra a pirataria, muitas marcas não conseguem acabar com as fraudes online.
Porém houve um avanço. Em junho deste ano, a norte-americana Specialized entrou com ação cível contra 43 vendedores anônimos de e-commerce que comercializavam produtos falsos com o logo da empresa. A maioria deles operava no AliExpress, gigante chinês do comércio eletrônico.
“Essas não são lojas de bicicletas ou negócios legítimos”, afirma Andrew Love, chefe do departamento de segurança e contra-pirataria da marca. “Tratam-se de falsificadores de comércio eletrônico, simples assim”, completou.
No mês passado, um tribunal do sul da Flórida expediu uma sentença em favor da Specialized. No documento, foi declarado que a empresa deve receber até US$ 1 milhão de cada vendedor por danos. De acordo com documentos judiciais obtidos pela Bicycling USA, a marca receberá no total algo em torno de US$ 43 milhões.
A decisão incluiu liminares que impedem os vendedores de continuar a comercializar mercadorias com o logo da Specialized, e ainda exige a transferência de nomes de domínio do vendedor para a fabricante de bikes. Além disso, obrigou processadores de pagamento e instituições financeiras como Paypal a passar os lucros dessas vendas para a Specialized.
Das 38 lojas do AliExpress e duas do Wish.com nomeadas no julgamento de outubro, 19 foram fechadas. Entretanto outras 19 permanecem abertas e operando normalmente.
Apesar da ordem de restrição temporária, os vendedores continuam a comercializar equipamentos falsos não autorizados da Specialized.
O mercado produtos piratas de bike prospera
Foto Divulgação
Você pode encontrar quase tudo em sites como o AliExpress (parte do grupo chinês de comércio eletrônico Alibaba Group), Wish.com e DHGate.
A maioria desses produtos não tem marca e possui um grau variável de semelhança com produtos fabricados por empresas legítimas de bicicletas.
Os vendedores envolvidos no processo da Specialized que ainda operam têm jerseys parecidas com modelos das marcas Santa Cruz, Liv e Mavic — só que vendidos por por apenas US$ 10. Também vendem componentes como capacetes e selins que se parecem com produtos Specialized, mas que não exibem o famoso logo “S.”
Por exemplo, este selim parece com o Romin Evo Comp Gel e carrega a marca Body Geometry da Specialized, um item de US$ 130. A imitação, por sua vez, custa apenas U$ 24 (foto).
Compare esta lanterna traseira de U$$ 9 com o modelo Flashback de US$ 20 da Specialized. Uma jersey Deceuninck Quick-Step original custa cerca de U$$ 130 lá fora, entretanto essa versão falsificada – que apresenta os principais logotipos do patrocinador, mas omite notavelmente o “S” Specialized – sai por apenas US$ 10 (foto).
Financeiramente, as vendas de produtos piratas prejudicam a Specialized e o restante da indústria de bicicletas, mas Andrew também observa o grave problema de segurança na compra de capacetes e bikes pirateadas.
Enquanto uma jersey falsa não consegue dissipar muito bem o suor, um capacete pirata pode não salvar uma vida. “Não podemos ser responsabilizados por falhas de capacetes e quadros de fibra de carbono que não produzimos”, disse um porta-voz da Specialized.
Em seu site a Specialized comparou um capacete original S-Works Evade com uma imitação. O produto pirata, que não possui uma estrutura interna para reforçar a espuma EPS, é esmagado com facilidade (foto).
O que pode ser feito sobre os produtos piratas de bike?
O julgamento de outubro não é o primeiro processo contra produtos pirata que a Specialized move. A empresa, que tem reputação de defender sua marca com unhas e dentes, processou 69 vendedores anônimos em 2018, acusando-os de falsificação e concorrência desleal.
Muitas vezes, os próprios vendedores são identificados apenas como contas Paypal ou números de loja AliExpress. Este último, por sua vez, tem cooperado com Specialized e com as autoridades norte-americanas no fechamento de perfis criminosos, diz Andrew.
Mas a maioria abre outra loja assim que tem uma fechada. Além disso, os vendedores podem usar redes sociais como o Facebook para promover suas vendas, e apenas concluem as transações no AliExpress ou DHGate. Dessa forma não precisam anunciar produtos falsificados.
Andrew diz que a Specialized trabalhou com a polícia chinesa para identificar um vendedor de quadros de fibra de carbono com a logo da marca. O suspeito estava administrando uma loja direta ao consumidor, uma abordagem mais arriscada, porém que gera margens maiores de lucro. E foi nessa falha que o pegaram.
Em seu estoque as autoridades descobriram lotes inteiros de quadros empilhados aguardando envio aos compradores. O responsável foi preso.
Cuidado com os compradores
A Specialized mantém uma página na web dedicada a ajudar os consumidores a identificar falsificações. A empresa orienta que você examine os produtos em busca de etiquetas mal impressas, materiais de aparência barata e preços bons demais para ser verdade, entre outras coisas.
Além disso, como regra geral, considere o local onde a empresa comercializa seus produtos. A maioria das marcas de ciclismo não é direta ao consumidor e não opera em mercados como o AliExpress.
A Farley 5 é a nossa bicicleta de melhor valor e a porta perfeita para a liberdade em todas as estações. Ela rola sobre a neve, areia, raízes e pedras com a estabilidade e tração de um monster truck em pneus largos de 27,5x4,5 pol. A transmissão Shimano 1x, o levíssimo quadro de alumínio e o garfo de carbono fazem dela uma ótima opção para quem quer pedalar uma mountain bike o ano todo, sem ligar para o clima.
Será a certa para você se...
É provável que você pedale o ano todo, mesmo quando está nevando, e queira uma bicicleta com pneus superdimensionados de fat bike que ofereçam uma extraordinária capacidade e tração por um grande valor.
A tecnologia que você obtém
Um levíssimo quadro de Alumínio Alpha Platinum com gancheiras Stranglehold, um garfo de carbono Bontrager Haru, uma transmissão Shimano Deore 1x10 de ampla faixa e rodas prontas para pneus sem câmara SUNringlé Mulefüt acopladas a pneus TLR extra-aderentes de 27,5x4,5 pol. Bontrager Gnarwhal.
A palavra final
As fat-bikes são ridiculamente divertidas. Elas são resistentes e estáveis, mas o melhor é que elas te levam para fora de casa por mais temporadas. Se está buscando uma alternativa divertida para pedalar pelas estradas ou treinar durante o inverno, você não vai encontrar uma bike melhor do que a Farley 5.
Por que você amará
1 - A Farley 5 é a bike perfeita para invadir a cena dos esportes de inverno sem estourar o orçamento
2 - É um modelo introdutório, mas totalmente capaz de enfrentar pedaladas diárias durante o inverno, corridas de fat bikes e até mesmo as trilhas de verão
3 - É uma máquina de liberdade para as quatro estações que permite que você pedale ao ar livre o ano todo
4 - Os pneus de 27,5x4,5 pol oferecem maior velocidade e tração do que suas concorrentes de 26 pol.
A Specialized, empresa focada em ciclismo, lançou a Turbo Creo SL, sua linha de bicicletas de estrada com motor embutido. A novidade traz à tona a discussão do doping mecânico, que consiste no uso de motores escondidos em bikes para competições profissionais e que são detectáveis apenas com equipamentos de raio X.
O lançamento promete um produto leve, potente e com grande alcance. Entre os 4 modelos oferecidos, o mais barato custa R$ 69 mil, mas nenhum deles poderá ser usado em concursos.
É possível monitorar o nível de funcionamento do motor a partir de um aplicativo. Dessa forma, o ciclista pode controlar pelo celular a quantidade de energia utilizada e fazer ajustes no próprio veículo.
O motor conta com 128 km de autonomia e 64 km de extensor. (Fonte: Specialized/Divulgação)Apesar das especulações, o produto parece ser focado em lazer. De qualquer forma, a União Ciclística Internacional (UCI) continuará realizando fiscalizações em competições por todo o mundo.
José Mário Rodrigues tinha objetivo de pedalar por 9 países da América Latina, mas desistiu no final de outubro ao saber que relação estava em risco. Ele decidiu vender a bicicleta.
José Mário Rodrigues de Almeida e a esposa antes de sair de casa em São Carlos para viajar pela América do Sul — Foto: Arquivo pessoal
De acordo com Almeida, a viagem de ida e volta totalizou 2,7 mil km durante mais de 60 dias. Ele conseguiu carona com um caminhoneiro até Corumbá (MS) e de lá contou com amigos que emprestaram dinheiro para que ele fosse de ônibus até São Paulo e, assim, retornou para São Carlos.
Casamento em risco
José Mário Rodrigues de Almeida saiu de bicicleta de São Carlos — Foto: Arquivo pessoal
O ciclista contou ao G1 que a mulher não apoiava a viagem, mas que respeitava a decisão, porém durante o trajeto ela disse que iria se separar caso ele continuasse a viagem.
Almeida estava na Bolívia quando usou o Facebook para anunciar que, após pedalar 2,4 mil km, iria desistir do objetivo de concluir o Desafio América do Sul.
"Acha que eu ia continuar? Jamais! Amo minha esposa, faço tudo por ela. Depois dos meus filhos , ela é a coisa mais importante que eu tenho", disse o ciclista.
O casal, que está junto há um ano e oito meses, está se acertando. "Tenho certeza que valeu a pena ter voltado para salvar meu casamento."
Almeida contou que se sentiu fracassado por desistir da meta, mas que, ao mesmo tempo, considera a decisão sábia. "Eu entendo ela, sei que o que estou passando serviu de exemplo para dar valor para minha esposa, meu país."
O G1 não conseguiu contato com a esposa de Almeida.
'Experiência amarga'
Ciclista de São Carlos desistiu de viagem pela América do Sul para salvar casamento — Foto: Arquivo Pessoal
O ciclista contou que saiu de São Carlos com R$ 700 e considerou a experiência 'horrível', pois em alguns países não havia água para tomar banho. Ele também relatou a situação de pobreza em alguns lugares na Argentina.
"Seis dias sem tomar banho por não ter água, coisa triste, [experiência] muito amarga. Alimentação também, às vezes tinha dinheiro, mas não tinha coisa para comprar na Argentina e quando tinha era comida sem nutrientes ou muito cara. Um ovo custava o equivalente a R$ 7."
Mesmo com a dificuldade para se alimentar e as temperaturas altas, o ciclista pedalava em média 100 km por dia. "Não vou pedalar mais assim, vou continuar pedalando, mas voltar no mesmo dia."
"Se eu ficasse do lado da minha mulher seria mais vantajoso do que ter feito isso, a lição ficou para nunca mais tentar tapar um problema arranjando outro. A lição é dar valor enquanto a gente tem."
Bicicleta à venda
O ciclista disse que a repercussão do caso foi boa e serviu de exemplo para outras pessoas entenderem que não é fácil sair do país.
Como está desempregado há seis meses, Almeida decidiu vender a bicicleta por R$ 1,3 mil. "Estou vendendo justamente pela repercussão, pois alguém pode ter interesse. Vou vender para ter algum retorno enquanto procuro um emprego."
Ciclista de São Carlos que desistiu de viagem pela América do Sul coloca bicicleta a venda — Foto: Arquivo Pessoal
Por Brenda Bento*, G1 São Carlos e Araraquara
*Sob supervisão de Fernando Bertolini, do G1 São Carlos e Araraquara.