sábado, 19 de setembro de 2020

Conheça opções alternativas para fitas de batimento cardíaco




Gabriel Vargas/Especial para o Bikemagazine
Fotos de divulgação

A cinta cardíaca é um acessório utilizado para aferir a frequência cardíaca durante a atividade e é um acessório muito importante para os ciclistas em treinamento ou que desejam apenas acompanhar o esforço em suas pedaladas, também conhecidas como cintas torácicas, fita de batimento cardíaco, entre outros nomes.

Quem tem um dispositivo de registro de treinamento com GPS – como os Garmin Edge e Forerunner, Wahoo, Bryton, Átrio etc possivelmente possui uma destas cintas – muitas vezes vêm inclusas no pacote. Felizmente, há uma padronização que permite que sensores de marcas diferentes possam ser utilizados em qualquer dispositivo (e isso vale também para sensores de cadência e velocidade).

Atualmente, a maioria das cintas cardíacas possuem contatos padronizados e intercambiáveis

Vida útil
Pode parecer frustrante, mas a vida útil das cintas cardíacas é bem limitada. A maioria dos usuários irá perceber que elas duram, aproximadamente, de um a dois anos. Até que chega aquele momento em que a conexão começa a falhar, o número de batimentos cardíacos por minuto (bpm) pode ficar congelado na tela ou simplesmente mostrar valores completamente aleatórios, notavelmente alto ou baixo demais.

Os fabricantes normalmente recomendam destacar o transmissor (ver abaixo) e lavar a fita periodicamente. Tais indicações são encontradas no manual do produto. Porém, na experiência pessoal de muitos ciclistas, essas lavagens podem não influenciar muito a vida útil das cintas.

Em caso de problemas, o primeiro passo é substituir a bateria, que na maioria das vezes é do tipo CR2032, facilmente encontrada em qualquer loja de conveniência. Se isso não funcionar, tente limpar os contatos do pod transmissor com um cotonete e vinagre. Se tiver outra cinta em mãos, experimente inverter os transmissores para identificar se o problema é na fita ou no transmissor.

Na maioria das vezes, o problema está na fita em si, que acaba absorvendo muitos sais pela sudorese do usuário e acaba prejudicando seu funcionamento. Há quem tenha resolvido cortando a fita ao meio, entre os botões conectores – possivelmente impedindo algum curto circuito ocasionado pelo depósito de sal no material – mas essa solução não funciona sempre e certamente irá resultar na perda da garantia da sua cinta.

Há casos em que o problema está no pod transmissor destacável. Há relatos de usuários que notaram contaminação dos componentes eletrônicos internos por umidade. Mesmo o dispositivo sendo muito bem vedado, com o tempo isso poder ser um fator, especialmente para quem sua muito.

ANT+ e Bluetooth
A conexão entre seu dispositivo GPS e as cintas é feito por meio do protocolo de comunicação ANT+ de 2,4 GHz, que é uma tecnologia wireless via rádio com baixo consumo de energia, muito semelhante ao Bluetooth. Criada pela Dynastream, uma subsidiária da Garmin, a tecnologia ANT+ é voltada para dispositivos esportivos e fitness, e é amplamente utilizada por outras empresas do setor.

Além da conexão ANT+, muitas cintas também possuem conexão Bluetooth, permitindo pareamento com o smartphone (para uso com aplicativos de treinamento e fitness), computadores, smartwatches etc. Note que, infelizmente, o Strava deixou de oferecer suporte para sensores externos há algum tempo, mas antes era possível registrar o treino via celular com uma cinta Bluetooth, mesmo que a bateria do seu Garmin tivesse acabado.

Há um detalhe importante ao buscar uma cinta alternativa no mercado: algumas são feitas com uma tecnologia de comunicação de 5,3 kHz que não irá funcionar com os GPS, somente com as esteiras, ergométricas e outros aparelhos de academia que sejam compatíveis.

Cintas alternativas para seu dispositivo GPS
Buscamos algumas opções encontradas no mercado, compatíveis com aparelhos GPS para bike (como Garmin, Wahoo, Bryton, Átrio etc). Para essa lista, existem algumas opções para reposição com representação oficial no Brasil, mas também listamos alguns modelos de destaque que podem ser encontrados para venda pela internet.

Neste texto, apresentaremos apenas opções de cintas torácicas, excluindo algumas opções com tecnologia óptica que podem ser usadas em outras partes do corpo.

Antes de adquirir qualquer modelo, certifique-se de que a cinta é compatível com seu GPS. Se tiver dúvidas, consulte o vendedor ou o fabricante.

Absolute THR10: a marca brasileira, distribuída pela Isapa, trouxe recentemente ao mercado uma solução acessível, cuja bateria CR2032 dura até 700 horas de uso contínuo, segundo o fabricante. Possui transmissão Bluetooth e ANT+ e é resistente à água. O preço sugerido é a partir de R$ 219 e oferece três meses de garantia.

Polar H9 e H10: com mais de 40 anos de existência, a marca finlandesa Polar é uma das mais conhecidas e respeitadas no mundo do monitores cardíacos. Muitos de seus produtos são, inclusive, validados para o uso em pesquisas científicas. As cintas da Polar têm algumas vantagens significativas. Além de possuírem seus próprios apps para smartphone (Polar Beat para registro dos treinos e Polar Flow para planejamento, análise e acompanhamento), a Polar disponibiliza também o programa FlowSync.

As cintas também se comunicam com esteiras e ergométricas que forem compatíveis. Outro grande diferencial é que as tiras elásticas são vendidas em três tamanhos diferentes, com ampla possibilidade de ajuste (PP-P, M-GGG e GGGG) e são resistentes à água (30 metros).

Há dois modelos de cinta, ambas Bluetooth e ANT+. A H9 (R$ 449). A H10 (R$549) é o modelo superior, que permite conexão simultânea com dois dispositivos Bluetooth e ANT+. Também utiliza bateria CR2025 com 400 horas de duração, mas tem o grande diferencial de ter memória para registrar os batimentos cardíacos de um treino mesmo sem estar conectada a nenhum dispositivo. Tanto a H9 quanto a H10 têm garantia de dois anos.

Kalenji Cardio Dual (Decathlon): também compatível com Bluetooth e ANT+, a opção oferecida a R$ 249,99 pela Decathlon utiliza bateria CR2032 e possui dois anos de garantia. É resistente à água (10 metros). Pelo preço e por estar disponível nas lojas físicas da Decathlon já há alguns anos, esta é uma das cintas mais populares entre os ciclistas em treinamento.

iGPSPORT HR40: sucessora da HR35, o novo modelo da iGPSPORT utiliza comunicação Bluetooth e ANT+ e bateria CR2030 com até 340 horas de duração. A garantia é de 3 meses e o preço sugerido é de R$ 343.

Magene H64: a cinta cardíaca da marca Chinesa é encontrada por uma ampla variedade de preços pela internet, geralmente ao redor dos R$ 250. Também possui Bluetooth e ANT+ e bateria CR2032 com 400 horas de duração. Se adquirida pelo site oficial da Magene, na China, há uma garantia de 1 ano.

Bontrager Softstrap:  O diferencial desta fita é que ela é bipartida, ou seja, minimiza as chances de problemas de oxidação dos contatos. Usa bateria CR 2032 e tem conexão Bluetooth e ANT+. É vendida por R$ 430

Garmin Dual HRM: por R$ 749, a cinta Garmin oferece as mesmas funcionalidades das demais opções, como conexão Bluetooth e ANT+, baterias CR2032 e alguma resistência à água (10 metros). É o mesmo modelo que acompanha os kits de GPS Edge com acessórios.

Wahoo TICKR: tem o diferencial de possuir dois LEDs que indicam o estado de funcionamento do sensor. Assim como os outros modelos, é compatível com Bluetooth e ANT+, utiliza bateria CR2032 e é resistente à água.  Informações sobre preço sugerido e garantia no Brasil não foram disponibilizadas.

Tiras elásticas avulsas: caso você tenha certeza de que o problema em seu monitor cardíaco está na cinta torácica e não no transmissor, há algumas opções de venda da tira elástica avulsa. A Polar possui o modelo Pro vendida em três tamanhos por R$ 199,99; a Garmin também oferece a cinta Premium por R$ 389. Há algumas opções genéricas mais em conta que podem ser encontradas na internet, com preços a partir de R$ 40.

Modelos coloridos da Polar

Tour de France: Soren Kragh Andersen vence a 19ª etapa



Dinamarquês da Sunweb venceu escapado em Champagnole

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

O dinamarquês Soren Kragh Andersen (Team Sunweb) venceu escapado a penúltima etapa do Tour de France. Esta foi a segunda vitória de Andersen nesta edição.

Andersen escapou sozinho a 16km da chegada e manteve a passada forte para cruzar a meta em Champagnole com o tempo de 3h36min33s. O esloveno Luka Mezgec (Mitchelton-Scott) foi o segundo a 53 segundos e o belga Jasper Stuyven (Trek-Segafredo) completou o pódio com o mesmo tempo.

A camisa amarela segue com o esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma), que chegou com o grupo principal a 7min38s de Andersen, e administra 57 segundos de vantagem sobre seu compatriota Tadej Pogacar (Emirates) e 1min27s sobre o colombiano Miguel Angel Lopez (Astana).

“Eu gritei para o meu carro de apoio para confirmar se minha vantagem era de um minuto e eu não acreditei. Duas vitórias no mesmo Tour de France. Estou sem palavras. Nunca poderia ter sonhado com nada melhor que isto. O pelotão lá trás tinha todos os melhores ciclistas do mundo em terreno montanhoso e aí pensei em como poderia vencer aqueles caras”, disse Andersen.

TOP 5 DA ETAPA
1 Søren Kragh Andersen (Din) Team Sunweb – 3h36min33s
2 Luka Mezgec (Esl) Mitchelton-Scott – a 53
3 Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo – a 53
4 Greg Van Avermaet (Bel) CCC Team – a 53
5 Oliver Naesen (Bel) AG2R la Mondiale – a 53

TOP 10 DA CLASSIFICAÇÃO GERAL
1 Primoz Roglic (Esl) Team Jumbo-Visma – 83h29min41s
2 Tadej Pogacar (Esl) UAE Team Emirates – a 57
3 Miguel Angel Lopez Moreno (Col) Astana Pro Team – a 1:27
4 Richie Porte (Aus) Trek-Segafredo – a 3:06
5 Mikel Landa Meana (Esp) Bahrain McLaren – a 3:28
6 Enric Mas Nicolau (Esp) Movistar Team – a 4:19
7 Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott – a 5:55
8 Rigoberto Uran (Col) EF Pro Cycling – a 6:05
9 Tom Dumoulin (Hol) Team Jumbo-Visma – a 7:24
10 Alejandro Valverde (Esp) Movistar Team – a 12:12

MELHORES MOMENTOS

 

CRONOESCALADA
A 20ª e penúltima etapa será uma cronoescalada de 36km até La Planche des Belle Filles, com 5,9km de extensão a uma média de 8,5%. Se as diferenças de tempo forem pequenas, as posições no pódio podem mudar drasticamente. Vale lembrar que, na última década, a penúltima etapa do Tour foi montanhosa em cinco ocasiões: Mont Ventoux (2009), Semnoz (2013), Alpe d’Huez (2015), Morzine (2016) e Val-Thorens (2019).

Fonte: https://www.bikemagazine.com.br/2020/09/tour-de-france-soren-kragh-andersen-vence-a-19a-etapa/


sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Novo EP8 da Shimano para e-bikes é mais leve e mais potente



Motor ganhou mais força (85 Nm) e ficou 300 gramas mais leve e silencioso que o Steps E7000

Gabriel Vargas/Especial para o Bikemagazine
Fotos de divulgação

Com cinco anos no mercado de sistemas para e-bikes, a Shimano deu um novo passo na evolução de seus produtos com o lançamento do novo Steps EP8. A novidade é formada por hardware e software, ou seja, novo motor, novos componentes, novo software e atualizações nos aplicativos de configuração e interação com o usuário.

O EP8 é voltado para ampla gama de aplicações, desde o uso urbano e treking até trilhas pesadas no mountain bike extremo, e torna-se a opção topo de linha da Shimano.

Em relação ao motor anterior, Steps E7000, o novo EP8 é mais potente, com torque de 85 Nm (contra 70 do E7000) e também é 300 gramas mais leve, com 2,6 kg. O menor peso foi alcançado graças à nova carcaça de magnésio, que também ajuda a dissipar melhor o calor e permite melhor manutenção da potência em subidas longas.

O EP8 deve chegar ao mercado em setembro

O novo motor também tem design mais integrado e limpo, com 10% menos volume em seu corpo e com maior vão livre em relação ao solo, se comparado ao anterior E7000. Também é um pouco mais silencioso (2 decibéis, segundo a Shimano) e o sistema pode ser ligado mesmo com a bike já em movimento – antes era necessário parar a bike caso o sistema estivesse desativado.

Um avanço significativo divulgado pela Shimano é a capacidade de entregar mais potência com a mesma autonomia. O arrastado do sistema desligado foi reduzido em 36%, alcançado por meio de um melhor revestimento da superfície das engrenagens e da vedação. Isso, além de tornar a pedalada mais leve e natural mesmo com o motor inativo, também contribui significativamente para a autonomia.

O novo motor também tem design mais integrado e limpo, com 10% menos volume

Há também mudanças nos cabos de conexões, no algoritmo de funcionamento do sistema e nos aplicativos E-tube Project e E-tube Ride, utilizados para configurar todas as opções e acertos do funcionamento do motor, que pode ser amplamente personalizado. Os novos apps estarão disponíveis a partir de 1 de setembro.

Assim, a Shimano volta a estar alinhada com alguns de seus principais concorrentes no segmento de sistemas de alto nível para e-bikes, como Fazua, Bosch e Specialized, que já possuem motores mais compactos, leves e de funcionamento mais refinado.

A nova carcaça é feita em magnésio

O novo EP8 utiliza o mesmo padrão de furação dos motores anteriores e, segundo informações, em breve veremos alguns dos principais fabricantes nacionais mostrando novas bikes já equipadas com o sistema.

Tour de France: Lutsenko conquista vitória solo na 6ª etapa

 


Lutsenko na vitória solo com 55 segundos de vantagem

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação/ASO

Alexey Lutsenko (Astana Pro Team) venceu nesta quinta-feira (3 de setembro) a 6ª etapa do Tour de France em uma conquista solo no Mont Aigoual depois de se livrar dos escapados do dia na subida de categoria 1 do Col de la Lusette. O ciclista do Cazaquistão, em sua primeira vitória no Tour, foi perseguido por Jesus Herrada (Cofidis) nos últimos 13 km desde o topo do Lusette, mas Herrada perdeu o ritmo e acabou terminando 55 segundos atrás. Greg Van Avermaet (CCC) foi o 3º, a 2min15s.

“É uma vitória muito importante para mim. O Tour de France é a corrida mais importante do mundo e trabalhei muito para conseguir essa vitória. Estou muito feliz que tenha se concretizado e que o trabalho árduo valeu a pena”, disse Lutsenko. “Hoje no ônibus falamos sobre essa etapa, sabíamos que era uma etapa que poderíamos tentar vencer. Alexandre Vinokourov havia avisado sobre o trecho de 2 quilômetros, que seria a parte mais difícil, e dei meu máximo ali. Quando soube que Herrada estava a 25 segundos fiquei um pouco preocupado, mas sabia que, se desse tudo, poderia vencer”, completou.

Lutsenko no grupo que atacou no Col de la Lusette

O vencedor da etapa Lutsenko e Herrada, mais Van Avermaet, Nicolas Roche (Sunweb), Rémi Cavagna (Deceuninck-QuickStep), Neilson Powless (EF Pro Cycling), Edvald Boasson Hagen (NTT) e Daniel Oss (Bora -Hansgrohe) estavam no grupo escapado. Van Avermaet passou grande parte do dia na liderança geral virtual, mas a vantagem da fuga começou a diminuir quando a corrida atingiu o terreno mais acidentado de Cévennes e a equipe Ineos assumiu a liderança do pelotão.

A corrida ficou mais disputada a partir do Col de la Lusette, onde a equipe Ineos mantinha um ritmo acelerado. Powless e Lutsenko mostraram que estavam fortes conforme a inclinação aumentava. O vencedor atingiu o topo do Lusette com uma vantagem de 25 segundos sobre Herrada, que tinha ultrapassado Powless.

No percurso da 6ª etapa

Adam Yates manteve a camisa amarela

Não houve mudanças na classificação geral depois que os favoritos chegaram juntos. Adam Yates (Mitchelton-Scott) manteve a camisa amarela, com 3 segundos de vantagem sobre Primoz Roglic (Jumbo-Visma) e 7 segundos à frente de Tadej Pogacar (UAE Emirates). “Rodamos bem hoje. Ainda quero vencer uma etapa, vim aqui para fazer isso, mas não se pode perder tempo quando você está na liderança. Vamos ver o que acontece”, disse Yates.

Na classificação por pontos, Sam Bennett (Deceuninck-QuickStep) aumentou sua vantagem com a camisa verde, Benoit Cosnefroy (AG2R La Mondiale) manteve a liderança da classificação de montanha e Pogacar segue líder da classificação de melhor jovem.

TOP 10 DA ETAPA 6
1 Alexey Lutsenko (Caz) Astana Pro Team 4:32:34
2 Jesus Herrada (Esp) Cofidis 0:00:55
3 Greg Van Avermaet (Bel) CCC Team 0:02:15
4 Neilson Powless (EUA) EF Pro Cycling 0:02:17
5 Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-Quickstep 0:02:52
6 Bauke Mollema (Hol) Trek-Segafredo 0:02:53
7 Michal Kwiatkowski (Pol) Ineos Grenadiers m.t.
8 Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers m.t.
9 Richard Carapaz (Ecu) Ineos Grenadiers m.t.
10 Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott m.t.

TOP 10 DA CLASSIFICAÇÃO GERAL
1 Adam Yates (GBr) Mitchelton-Scott 27:03:57
2 Primoz Roglic (Slo) Team Jumbo-Visma 0:00:03
3 Tadej Pogacar (Slo) UAE Team Emirates 0:00:07
4 Martin Guillaume (Fra) Cofidis 0:00:09
5 Egan Arley Bernal Gomez (Col) Ineos Grenadiers 0:00:13
6 Tom Dumoulin (Hol) Team Jumbo-Visma m.t.
7 Esteban Chaves (Col) Mitchelton-Scott m.t.
8 Nairo Quintana (Col) Team Arkea-Samsic m.t.
9 Romain Bardet (Fra) AG2R la Mondiale m.t.
10 Miguel Angel Lopez Moreno (Col) Astana Pro Team m.t.

sábado, 30 de novembro de 2019

SAIBA O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ DEIXA SUA BICICLETA PARA FORA

Por Caitlin Giddings, Bicycling US - Adaptado por Fernanda Rosa

Há muitas razões para alguém deixar a bicicleta para fora. O ideal é que todos tenham espaço interno para guardar a magrela em um ambiente fechado, longe das intempéries. Mas todo mundo sabe como escadas de apartamentos são duras, e volta e meia dá uma vontade de largar a bike lá fora mesmo.
Por quanto tempo você pode deixar uma bicicleta para fora antes que seus componentes comecem a se degradar? Isso depende de vários fatores, diz Daniel Slusser, que trabalha na fábrica de SRAM.
Em primeiro lugar, quantos anos têm a bicicleta? Uma bicicleta seminova – que tenha entre 5 a 10 anos – tem mais chances de possuir melhores vedações nos cubos, caixa de direção e em outros componentes que bloqueiam a corrosão pela umidade. Principalmente se a bicicleta for de alta qualidade.

Também depende de onde você mora. As bicicletas que ficam em locais com muita chuva ou umidade têm maior probabilidade de corroer mais rapidamente (verdade, né, cariocas?).
Daniel diz que deixar a bicicleta para fora por alguns dias não é o fim do mundo, mesmo que seja embaixo de chuva. Mas, depois de uma semana, os danos vão começar a aparecer.
“A corrente começará a enferrujar – especialmente se você mora em um lugar úmido”, diz Daniel. “É um processo lento e varia um pouco com base no nível da corrente que você usa.
Logo depois disso, todas as suas peças tendem a se degradar.
Quando exposta ao calor os danos são outros. Os componentes de plástico e borracha começarão a ressecar e apresentar pequenas rachaduras. Além disso, as cores passam a desbotar.
A linha do tempo dos danos depende se sua bicicleta está sob luz solar direta ou umidade direta. Na pior das hipóteses, pode levar cerca de um mês para que toda a corrosão seja eliminada.
Em um lugar como o sul da Califórnia, onde o tempo é quase sempre firme, você pode levar de três a quatro meses para começar a ver partes danificadas em uma bicicleta protegida do sol e da chuva. Isso se você tiver componentes de nível intermediário na bike.
Dito isto, podemos dizer que há como prevenir danos apenas até certo ponto. Ter uma lona sobre sua bicicleta quando ela estiver do lado de fora pode pelo menos protegê-la da chuva e do sol.
“Se eu decidisse utilizar uma lona, não a colocaria diretamente na bicicleta, pois pode ajudar a reter a umidade”, diz Daniel. “Se a lona fosse suspensa acima dela, como um toldo, seria melhor.”
Você também pode atrasar a corrosão com uma pequena camada extra de graxa ao redor das vedações. Ela pode atuar como uma segunda barreira para impedir a entrada de água.
“Tente lubrificar preventivamente seus cabos e cabeças de parafusos – mesmo as roscas dos parafusos onde eles interagem com outras peças”, diz Daniel. “Você pode colocar graxa nelas e isso impedirá que elas enferrujem.”
Depois que a ferrugem se instala, ainda dá tempo de ressuscitar suas peças se você agir com rapidez.
“Na maioria das vezes, a ferrugem não é tão ruim, e você geralmente pode cuidar disso colocando um pouco de óleo”, explica Daniel. “Eu não me incomodo em raspar a ferrugem. Se você tem uma bike cruiser de praia com pára-lamas de cromo enferrujado, um truque que você pode fazer é pegar uma folha de alumínio embolada e esfregar nela, e isso ajudará a remover a ferrugem. Use papel alumínio fino, não o material super pesado. ”
Conclusão
Deixar a bicicleta para fora por um dia ou dois não causará grandes danos. Você só vai ver sinais de ferrugem após uma semana de negligência. Depois de um mês deixada em más condições, as amadas peças da bicicleta começarão a se degradar.
O dinheiro que você irá gastar na substituição de peças corroídas poderia ter sido gasto em uma solução de armazenamento fácil, como um rack para espaço pequeno ou um sistema de suspensão vertical.
Se não tiver mesmo onde guardar, faça um “telhado” de lona para abrigar sua magrela e evitar a deterioração.

VENDEDORES DE PRODUTOS PIRATAS DE BIKE TERÃO DE PAGAR MILHÕES À SPECIALIZED

Por Dan Roe, Bicycling US - Adaptado por Fernanda Rosa


Produtos piratas de bike podem ser encontrados em muitos sites, aqui e lá fora. E, mesmo lutando contra a pirataria, muitas marcas não conseguem acabar com as fraudes online.
Porém houve um avanço. Em junho deste ano, a norte-americana Specialized entrou com ação cível contra 43 vendedores anônimos de e-commerce que comercializavam produtos falsos com o logo da empresa. A maioria deles operava no AliExpress, gigante chinês do comércio eletrônico.
“Essas não são lojas de bicicletas ou negócios legítimos”, afirma Andrew Love, chefe do departamento de segurança e contra-pirataria da marca. “Tratam-se de falsificadores de comércio eletrônico, simples assim”, completou.
No mês passado, um tribunal do sul da Flórida expediu uma sentença em favor da Specialized. No documento, foi declarado que a empresa deve receber até US$ 1 milhão de cada vendedor por danos. De acordo com documentos judiciais obtidos pela Bicycling USA, a marca receberá no total algo em torno de US$ 43 milhões.
A decisão incluiu liminares que impedem os vendedores de continuar a comercializar mercadorias com o logo da Specialized, e ainda exige a transferência de nomes de domínio do vendedor para a fabricante de bikes. Além disso, obrigou processadores de pagamento e instituições financeiras como Paypal a passar os lucros dessas vendas para a Specialized.
Das 38 lojas do AliExpress e duas do Wish.com nomeadas no julgamento de outubro, 19 foram fechadas. Entretanto outras 19 permanecem abertas e operando normalmente.
Apesar da ordem de restrição temporária, os vendedores continuam a comercializar equipamentos falsos não autorizados da Specialized.
O mercado produtos piratas de bike prospera

Foto Divulgação

Você pode encontrar quase tudo em sites como o AliExpress (parte do grupo chinês de comércio eletrônico Alibaba Group), Wish.com e DHGate.
A maioria desses produtos não tem marca e possui um grau variável de semelhança com produtos fabricados por empresas legítimas de bicicletas.
Os vendedores envolvidos no processo da Specialized que ainda operam têm jerseys parecidas com modelos das marcas Santa Cruz, Liv e Mavic — só que vendidos por por apenas US$ 10. Também vendem componentes como capacetes e selins que se parecem com produtos Specialized, mas que não exibem o famoso logo “S.”
Por exemplo, este selim parece com o Romin Evo Comp Gel e carrega a marca Body Geometry da Specialized, um item de US$ 130. A imitação, por sua vez, custa apenas U$ 24 (foto).
Compare esta lanterna traseira de U$$ 9 com o modelo Flashback de US$ 20 da Specialized. Uma jersey Deceuninck Quick-Step original custa cerca de U$$ 130 lá fora, entretanto essa versão falsificada – que apresenta os principais logotipos do patrocinador, mas omite notavelmente o “S” Specialized – sai por apenas US$ 10 (foto).

Lanterna Original
Lanterna Fake
Jersey Original
Jersey Fake


Financeiramente, as vendas de produtos piratas prejudicam a Specialized e o restante da indústria de bicicletas, mas Andrew também observa o grave problema de segurança na compra de capacetes e bikes pirateadas.
Enquanto uma jersey falsa não consegue dissipar muito bem o suor, um capacete pirata pode não salvar uma vida. “Não podemos ser responsabilizados por falhas de capacetes e quadros de fibra de carbono que não produzimos”, disse um porta-voz da Specialized.
Em seu site a Specialized comparou um capacete original S-Works Evade com uma imitação. O produto pirata, que não possui uma estrutura interna para reforçar a espuma EPS, é esmagado com facilidade (foto).
O que pode ser feito sobre os produtos piratas de bike?
O julgamento de outubro não é o primeiro processo contra produtos pirata que a Specialized move. A empresa, que tem reputação de defender sua marca com unhas e dentes, processou 69 vendedores anônimos em 2018, acusando-os de falsificação e concorrência desleal.
Muitas vezes, os próprios vendedores são identificados apenas como contas Paypal ou números de loja AliExpress. Este último, por sua vez, tem cooperado com Specialized e com as autoridades norte-americanas no fechamento de perfis criminosos, diz Andrew.
Mas a maioria abre outra loja assim que tem uma fechada. Além disso, os vendedores podem usar redes sociais como o Facebook para promover suas vendas, e apenas concluem as transações no AliExpress ou DHGate. Dessa forma não precisam anunciar produtos falsificados.
Andrew diz que a Specialized trabalhou com a polícia chinesa para identificar um vendedor de quadros de fibra de carbono com a logo da marca. O suspeito estava administrando uma loja direta ao consumidor, uma abordagem mais arriscada, porém que gera margens maiores de lucro. E foi nessa falha que o pegaram.
Em seu estoque as autoridades descobriram lotes inteiros de quadros empilhados aguardando envio aos compradores. O responsável foi preso.
Cuidado com os compradores
A Specialized mantém uma página na web dedicada a ajudar os consumidores a identificar falsificações. A empresa orienta que você examine os produtos em busca de etiquetas mal impressas, materiais de aparência barata e preços bons demais para ser verdade, entre outras coisas.
Além disso, como regra geral, considere o local onde a empresa comercializa seus produtos. A maioria das marcas de ciclismo não é direta ao consumidor e não opera em mercados como o AliExpress.